O ultrassom morfológico é um dos exames mais importantes do pré-natal. Seu objetivo é realizar uma avaliação detalhada e sistematizada da anatomia e do desenvolvimento do bebê, respeitando as características de cada fase da gestação.

Diferentemente de um ultrassom obstétrico de rotina, o exame morfológico dedica atenção especial às diferentes estruturas fetais, como cérebro, face, coluna, coração, tórax, abdome, rins, bexiga e membros, além de avaliar placenta, líquido amniótico e crescimento fetal, conforme a idade gestacional.

Existem diferentes momentos para essa avaliação. O morfológico do primeiro trimestre, o morfológico do segundo trimestre e a ultrassonografia morfológica realizada no terceiro trimestre possuem objetivos diferentes e podem fornecer informações complementares sobre o desenvolvimento fetal.

A Dra. Rafaela Habkost – CRM 18.785 | RQE 15.946 realiza ultrassonografia obstétrica e morfológica em Balneário Camboriú e Itajaí, seguindo critérios técnicos e protocolos reconhecidos internacionalmente, incluindo referências da Fetal Medicine Foundation (FMF) e da International Society of Ultrasound in Obstetrics and Gynecology (ISUOG).


Uma dúvida muito comum durante o pré-natal é sobre qual o melhor momento para realizar o exame.

De maneira geral, existem três períodos importantes de avaliação ultrassonográfica fetal:

Primeiro trimestre – aproximadamente 11 a 14 semanas:
avaliação anatômica fetal precoce e de marcadores específicos dessa fase da gestação.

Segundo trimestre – aproximadamente 20 a 24 semanas:
principal avaliação detalhada e sistematizada da anatomia fetal.

Terceiro trimestre – aproximadamente 32 a 36 semanas:
avaliação do crescimento, peso fetal estimado, placenta, líquido amniótico, posição do bebê, reavaliação anatômica e Doppler.

Cada período oferece informações diferentes. Por isso, um exame normal realizado no início da gestação não necessariamente substitui as avaliações recomendadas posteriormente.


O ultrassom morfológico do primeiro trimestre é realizado entre aproximadamente 11 e 14 semanas de gestação, preferencialmente à partir de 12 semanas.

É um momento importante porque já permite uma avaliação anatômica precoce do bebê e a análise de marcadores utilizados no rastreamento de determinadas condições fetais.

Além da anatomia fetal, são avaliados marcadores genéticos para alterações cromossômicas, como refluxo tricúspide, osso nasal, ductor venoso e uma das avaliações mais conhecidas desse período: a translucência nucal.


A translucência nucal é uma medida realizada na região posterior do pescoço do bebê durante uma janela específica da gestação.

De acordo com os critérios utilizados pela Fetal Medicine Foundation (FMF), sua medida padronizada é realizada entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias, quando o comprimento cabeça-nádega fetal está entre 45 e 84 mm.

A translucência nucal funciona como um marcador de risco, e não como um diagnóstico.

Quando aumentada, pode estar associada a maior risco de algumas alterações cromossômicas, cardíacas e outras condições fetais. Seu resultado deve sempre ser interpretado dentro do contexto da gestação e, quando necessário, associado a outros métodos de rastreamento ou investigação.

Entretanto, é importante ter em mente, que a maioria dos fetos com translucência nucal aumentada isolada são geneticamente normais.


Mesmo quando o ultrassom do primeiro trimestre apresenta uma avaliação satisfatória, o bebê continua seu processo de desenvolvimento.

Algumas estruturas podem ser analisadas com maior detalhamento posteriormente e determinadas alterações podem não estar evidentes nas fases iniciais.

Por isso, os exames do primeiro e do segundo trimestre devem ser considerados complementares.


O ultrassom morfológico do segundo trimestre é considerado a principal avaliação ultrassonográfica detalhada da anatomia fetal durante a gestação.

De acordo com recomendações internacionais da ISUOG, essa avaliação é realizada aproximadamente entre 18 e 24 semanas, mas preferencialmente à partir de 20 semanas, considerando também protocolos locais e características individuais da gestação.

Nesse período, o desenvolvimento e o tamanho do bebê permitem analisar com maior detalhamento diferentes órgãos e estruturas.


O exame segue uma avaliação organizada da anatomia fetal.

É feita uma avaliação sistemática de toda anatomia fetal, avaliando-se o desenvolvimento para esse período gestacional.

Além da anatomia do bebê, o exame inclui informações sobre biometria fetal, crescimento, placenta, cordão umbilical e líquido amniótico.


O Doppler é uma ferramenta da ultrassonografia utilizada para estudar características do fluxo sanguíneo em determinados vasos maternos e fetais.

O Doppler possui especial importância em algumas situações, como acompanhamento de alterações do crescimento fetal ou quando existem fatores maternos, fetais ou placentários que justificam uma avaliação mais específica.

Na ultrassonografia morfológica ele é essencial para a avaliação da circulação materno-placentária e feto-placentária e também para a realização do rastreio para pré-eclâmpsia.


Sim, atualmente já existe uma recomendação da ISUOG para que seja feita uma reavaliação anatômica fetal no terceiro trimestre entre 32 e 36 semanas de idade gestacional.

No terceiro trimestre, ganha importância a avaliação do crescimento e do bem-estar fetal, avaliando-se também a anatomia fetal, principalmente do sistema nervoso central, do coração, dos rins e vias urinárias e dos membros.

Essa avaliação é importante porque algumas alterações podem se desenvolver ou se tornar visíveis somente em fases mais avançadas da gravidez.

Assim, a ultrassonografia morfológica do terceiro trimestre acrescenta informações diferentes daquelas obtidas no morfológico clássico do segundo trimestre.


Os dois exames utilizam ultrassonografia, mas podem ter objetivos diferentes.

O ultrassom obstétrico pode ser solicitado para avaliar questões como vitalidade, idade gestacional, posição fetal, crescimento, placenta e líquido amniótico.

Já o ultrassom morfológico segue uma avaliação mais detalhada e sistematizada das estruturas anatômicas do bebê, respeitando os protocolos previstos para determinada idade gestacional.

Por isso, um ultrassom obstétrico normal realizado anteriormente não substitui o exame morfológico.


Essa é uma informação importante para todas as gestantes.

Mesmo quando realizado adequadamente e com boa visualização fetal, nenhum exame ultrassonográfico é capaz de identificar 100% das possíveis alterações.

A capacidade de identificação depende de diversos fatores, como:

Algumas condições também não produzem alterações estruturais que possam ser identificadas pela ultrassonografia.

Por isso, um ultrassom morfológico normal é uma informação importante e tranquilizadora dentro do acompanhamento pré-natal, mas não representa garantia absoluta de ausência de alterações fetais.


A Dra. Rafaela Habkost – CRM 18.785 | RQE 15.946 realiza ultrassonografia obstétrica e morfológica com atendimento em Balneário Camboriú e Itajaí – SC.

Cada fase da gestação possui características próprias, e realizar o exame dentro da janela adequada é importante para obter as informações previstas para aquele período.

Se você está entrando no período do morfológico do primeiro trimestre, do morfológico do segundo ou do terceiro trimestre entre em contato com nossa equipe para verificar o momento mais adequado para o exame.


O acompanhamento ultrassonográfico permite observar diferentes aspectos do desenvolvimento do bebê ao longo da gestação.

Entre em contato para agendar seu ultrassom morfológico com a Dra. Rafaela Habkost em Balneário Camboriú ou Itajaí.



Existem avaliações diferentes ao longo da gestação. O exame do primeiro trimestre é realizado aproximadamente entre 11 e 14 semanas, enquanto o morfológico do segundo trimestre é realizado aproximadamente entre 18 e 24 semanas. No terceiro trimestre, idealmente entre 32 e 36 semanas.

A avaliação é realizada entre 11 e 14 semanas, preferencialmente à partir de 12 semanas. Para a medida padronizada da translucência nucal segundo os critérios da FMF, utiliza-se a janela entre 11 semanas e 13 semanas e 6 dias.

O ultrassom morfológico do segundo trimestre é geralmente realizado entre 18 e 24 semanas de gestação, preferencialmente à partir de 20 semanas. O momento exato pode variar conforme características individuais e orientação do acompanhamento pré-natal.

Não. São exames complementares realizados em fases diferentes do desenvolvimento fetal.

Não. A translucência nucal é uma medida específica que pode fazer parte da avaliação ultrassonográfica realizada no primeiro trimestre. O exame morfológico dessa fase avalia também diversos aspectos da anatomia fetal precoce.

O ultrassom pode identificar marcadores associados a maior ou menor risco de alterações cromossômicas, mas não estabelece sozinho o diagnóstico de síndrome de Down. Dependendo da situação, outros exames de rastreamento ou testes diagnósticos podem ser indicados pelo médico responsável.

Não. O exame consegue identificar diversas alterações estruturais, mas nenhum ultrassom possui capacidade de detecção de 100% das condições fetais.

Não. O Doppler é uma ferramenta complementar da ultrassonografia utilizada para estudar características do fluxo sanguíneo materno e fetal.

Não. O exame nao precisa da bexiga cheia e é mais confortável para a gestante com a bexiga vazia.

O tempo pode variar conforme a idade gestacional, posição do bebê e condições de visualização. O mais importante é conseguir realizar adequadamente as avaliações previstas para aquela fase da gestação.